RECUPERANDO A CREDIBILIDADE – Capítulo I

A presidente dona Maria Norma da Silva e seu principal auxiliar, seu companheiro de mais de 20 anos, Ari Ferreira dos Reis. Ele é o Procurador da Associação.
A sede da Associação já recuperada e a serviço da Vila e seus dois principais dirigentes: a presidente e o procurador.
A capela de Nossa Senhora da Nova Esperança, homenageia os padres que auxiliaram na resistência quando da 110 Norte.
Dona Norma, que começou quando jovem a luta na 110 Norte, volta a sonhar com melhorias para a comunidade da Vila Nova Esperança. “Temos muito o que fazer”, garante.

Quem não se lembra da invasão da 110 Norte? Estou falando com os de mais de quarenta, aproximando os cinquenta anos de idade. Dona Maria do Barro foi uma das protagonistas daquele momento em que chegou à Secretaria de Ação Social do governo de Joaquim Domingos Roriz. Lembram-se? Em Goiás, mais precisamente em Planaltina, criou-se a Barrolândia que instalou-se no início da 1990 e antes, em 1988, em Mestre d’Armas, acontecia um movimento histórico que culminou com a criação da Vila Nova Esperança. A criação da Associação dos Moradores da Vila Nova Esperança, naquele ano de 1988, atendia uma exigência legal para que um grupo de moradores da 110 Norte, (invasores na época) adquirissem uma área de terras na Faz. Lagoa Bonita, em Mestre d’Armas, Km 20 da BR 020, lado esquerdo de quem vai do Leste para Brasília, abaixo da passarela de pedestre de Mestre d’Armas.
A atual presidente, que assumiu há quase dois anos, dona Maria Norma da Silva é uma das remanescentes da antiga Associação que teve como primeira presidente a senhora Maria da Cruz. A instituição está buscando reerguer-se, depois de passados muitos anos inoperante nas mão de moradores da Vila que, imitando o que há de pior na vida associativa, depois de chegarem ao poder, começam a viver as regalias pessoais e deixam a comunidade na mão. Mas, como disse a presidente Norma, “o passado nosso foi de muito sucesso, mas não queremos viver dele, temos um futuro enorme para trabalhar”, disse a dirigente comunitária. Estamos iniciando a contar a história de uma instituição comunitária que faz a diferença e este é o primeiro capítulo.

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