A chuva caiu e nosso entrevistado teve de sair correndo, debaixo de chuva, de enxada na mão, foi a capa que encontramos com o entrevistado, literalmente, com a mão na massa.
Resolvemos encerrar nossa participação neste ano de 2025, que foi muito produtivo para nosso município do ponto de vista empresarial, tendo surgido ótimas ideias no meio, inclusive o jovem empresário Gustavo Moreira, o Gustavo da Popular, tomando iniciativas no meio social, fazendo-nos refletir sobre, “sair da casinha”, “buscar alternativa” e outras como a iniciativa da ACIAPLA através de Marcelo Henrique, construírem o Palácio do Comércio, dando-nos esperança e a certeza de que o trabalho é que constrói o caminho. Daí oferecermos aos nossos leitores recadenses esta breve entrevista com o jovem empreendedor Gustavo da Popular que aponta caminhos para 2026. Veja.

RN: Gustavo, faça uma análise sobre o universo empresarial planaltinense e de como está vendo nosso município.
Gustavo da Popular: Aqui, como no mundo, a construção civil é carro chefe do desenvolvimento. É preciso cuidar disso”.
“O município de Planaltina um dos mais prósperos, senão o líder desenvolvimentista no Entorno Norte de Brasília, tem sido pródigo na produção de políticos da iniciativa privada. Dos dezessete vereadores que compõem hoje o Poder Legislativo planaltinense, onze deles vieram da iniciativa privada como empreendedores e seis são servidores (público ou privado). Daí pode-se mensurar a força da inciativa privada, principal promotora do crescimento local, puxado pela construção civil, carro chefe no processo de desenvolvimento de qualquer localidade”.

RN – Qual sua visão sobre o momento do município e como este universo empresarial deve se comportar?
Gustavo da Popular: “É preciso tomar decisões buscando solução para questões urgentes”.
“A iniciativa privada planaltinense tem se desdobrado nestes tempos de Reforma Tributária, de juros altos e incertezas diversas, cada vez mais, produzindo alternativas no sentido de poder continuar competitiva frente, especialmente, a construção civil, atividade a qual temos a família envolvida desde nossos bisavós. Somos semente da indústria de tijolos lá da Papuda, de São Sebastião, onde meus avós e tios-avós produziam para o início da construção de Brasília.
“A Saúde Pública de Planaltina, é do conhecimento de todos (Vi matérria, inclusive, neste jornal sobre a UPA no Paquetá), está em colapso. Grande procura, poucos médicos contratados pelo poder público, baixos salários e, com isso, um péssimo atendimento ao cidadão trabalhador que, está perdendo sua capacidade de produzir nas filas dos PSFs e Hospital para não conseguir um atendimento digno, tendo muitas das vezes de ser humilhado nos Hospitais de Brasília ou tendo de viajar sem condições a Formosa ou mesmo para Goiânia, capital do Estado. É muito difícil”
“Isso tem nos custado muito. É preciso um conjunto de força para resolver.”
RN: Qual seria uma iniciativa que urge providência da iniciativa privada?
“Isso tem nos custado muito. Pensando em solucionar parte deste problema da Saúde, estou trabalhando junto com meus parceiros da construção civil uma solução para nossos trabalhadores. Vamos atender com exames médicos e consultas a todos os nossos funcionários e seus dependentes. Desde o engenheiro até o servente de pedreiro terão atendimento direto na obra. Levaremos o médico até duas vezes por mês no canteiro e dali saberemos como está a saúde do trabalhador e da família dele. Vejo como prioritário esta questão: Saúde. Se você está trabalhando e tem esta segurança para você e os seus, você melhora o rendimento e entendo que a iniciativa privada deve buscar soluções para seus problemas”.
“Na oportunidade quero desejar a todos um Ano Novo cheio de lutas e vitórias. Meu abraço a Planaltina, município que merece o que há de melhor e deve ser de sua gente.”





