Na primeira chuva forte, no final de dezembro/25, até o contêiner foi arrastado pela enxurrada.
Neste início de 2026 a cidade de Planaltina tem sofrido horrores com o período chuvoso. Costumeiramente iniciado em meados de outubro do ano anterior, o período de chuvas atrasou um pouco vindo a ter início nos primeiros dias de novembro, dando uma pausa, reiniciando em meados de dezembro para intensificar-se em janeiro deste ano, quando todo plantio de soja, milho e outras cultivares da região já tinham sido plantadas, o que segundo Edvaldo Vieira, diretor da Agropecuária da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária local “permitirá aos produtores da região aguardarem com tranquilidade uma safra record para 2026”.
Na sede municipal no entanto, tornou-se um desastre o volume de água que caiu. Verdadeiros temporais abateram sobre a cidade, demolindo sua frágil estrutura de asfalto e galerias de águas pluviais, invadindo casas residenciais na Quadra 7 Leste, na 12 Oeste e o comércio nas QAs 3 e 4 Norte e QAs 5 e 6 Norte, entrando nos estabelecimentos e invadindo academias, drogarias, lojas de móveis e eletro e até o estabelecimento bancário da região pegou (brincando) crédito exagerado de umidade.
Entre a Quadra 01 Leste e o Premier Shopping, quando a água começou a subir
A segunda chuva que agrediu a cidade de forma visível, foi mais de uma hora de chuva ininterrupta, finalizada com granizo, trovões e raios. Deu-se no início de janeiro, causando estragos ainda não contabilizados, deixando várias famílias sem condições de ficarem em suas casas, devido a colchões, sofás e fogões encharcados pelas águas de enxurradas que entraram pelos muros, adentraram pelas portas e invadiram quartos, salas e cozinhas nas localidades.
Um dos afluentes de enxurradas que desce da Qda 1 Leste rumo mar que se forma nas QAs 4 e 5 Norte.
O terceiro temporal ocorreu ontem, dia 23. Foram cerca de vinte minutos de chuva forte e aí, depois de mais de um mês de boas chuvas, com a terra já encharcada, barragens de contenção já transbordando, foram mais do que o bastante para alagar tudo de novo e carregar obras mal acabadas ou só iniciadas na periferia. Um sufoco que ainda levará anos para que a infraestrutura da cidade dê conta de ao menos debelar.
Veja, abaixo, de frente a Câmara de Vereadores, pequeno vídeo da chuva de granizo ocorrido no início do mês.






