O deserto entorno da Câmara de Vereadores João Maurício Fontes expressa nesta manhã, o falecimento do vereador e Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Planaltina-GO, João Edson Pereira de Carvalho, o Joãozão ou João do Sindicato.
Quatorze de agosto de dois mil e vinte seis, sexta-feira, 9:00h e o edifício da Câmara Municipal de Vereadores João Maurício Fontes, de Planaltina está deserto. As bandeiras: nacional, estadual e municipal arreadas, nem vento as tange para agita-las como antes. Nenhum veículo circunda o prédio que se agita intensamente nos dias normais, na representação de um município vibrante pela própria natureza. Parece que a inércia se abateu sobre a cidade e em especial sobre o funcionalismo e sobre o universo político planaltinense.
A sensação que se tem é a de que a natureza inteira recebeu o golpe, um terremoto de proporção arrasadora, que paralisou as coisas, deixando só o pulse da torre piscando o sinal, dando conta de que a vida continua. Não é tristeza que se propaga, é um misto de solidão e dor que bate no futuro, que agride o peito e deságua na incerteza do que será o amanhã. Foi-se um esteio da ponte e é isso que paralisou o trânsito da Câmara, do centro da cidade, da Praça Jurandir Camilo Boaventura, do coração de Planaltina.

O mogno da praça, sem as folhas, marca o tempo seco da estação, do mês, do dia e exibe a fragilidade do gigante frente à força da natureza.O esteio da Câmara tombado reflete a fragilidade da sociedade frente às adversidades, frente ao imponderável, frente às determinações Divinas. O choro da perda é copioso, os lamentos irão varar os dias e o reconhecimento virá na esteira da História. Afinal, Joãozão, o João do Sindicato, se foi muito cedo, deixando um grande legado que tinha projeção emitida para muito além e que por isso, marca com profunda tristeza a sociedade que o criou e que ele soube conquistar.


