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O CENTENÁRIO DE DONA LINA DE PÁDUA

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O CENTENÁRIO DE DONA LINA DE PÁDUA

O aniversário de 100 anos de dona Lina de Pádua (Magalhães) Vieira foi acontecimento que este jornal vem, com enorme satisfação noticiar e, certamente, não conseguirá expressar a grandiosidade do momento, que foi prestigiado pela quase totalidade dos descendentes e amigos das famílias Vieira e Magalhães, ultrapassando a mais de 150 pessoas que realizaram o evento, ocorrido no Espaço Esplendor Hall, na região do Park Way, Arniqueiras, no Distrito Federal.

                          O CENTENÁRIO DE DONA LINA

As famílias Magalhães e Vieira estiveram reunidas em Brasília-DF nestes 31 de outubro e 01 de novembro para festejarem o aniversário de 100 anos da matriarca Lina de Pádua (Magalhães) Vieira, festa que se deu no Espaço Esplendor Hall, localizado no Park Way, região de Arniqueiras, no Distrito Federal.

Vista parcial interna do Espaço Esplendor Hall, o palco que recebeu cerca de 200 parentes e amigos das famílias  Magalhães e Vieira a convite dos Vieira para homenagearem a dona Lina.

Nascida a 31 de outubro de 1926 no interior de Minas Gerais, mais precisamente no município de Curvelo, região da Serra da Canastra, nascente do rio São Francisco, filha de uma dona de casa (dona Raimunda Alves) e de um garimpeiro (Domingos Magalhães), Lina de Pádua Magalhães iniciou sua vida acompanhando garimpos, ofício de seu pai e percorreu, junto com eles e irmãos um longo itinerário, incluindo a nova capital mineira, Belo Horizonte, até chegarem a São Gonçalo do Abaeté, mais precisamente no povoado de Lagoa do Canastrão, onde Lina, 17 anos, estava acompanhando seus pais que iniciaram garimpo de diamantes no rio Abaeté.

A jovem Lina de Pádua logo após o casamento, quando tinha cerca de 20 anos, quando residia na Lagoa do Canastrão em meados da década de 40 do século passado. 

Ali no interior do nascente município de São Gonçalo do Abaeté, originário do município de Tiros, a moça Lina encontrou Lucas Vieira Sabino, jovem filho de fazendeiros da região (Rosenda Sabino e Francisco Vieira Gonçalves) com quem casou-se e passou a viver para sua nova família. O mundo em guerra (II Grande Guerra) , muita dificuldade no interior brasileiro e o novo casal perderia seus dois primeiros filhos (Válter e Djalma) que já nasceram doentinhos pelas mãos de parteira, ali mesmo na pequena propriedade rural, margem do Córrego dos Ovos, próxima ao povoado da Lagoa do Canastrão. Somente o terceiro filho, Antonio de Pádua, o Nio, apesar de franzino, sobreviveria para iniciar a plêiade de irmãos: Rui, Lucas Filho, Nilma, Geraldo Majella, Francisco Helder e Rosenda, todos nascidos naquele município de São Gonçalo. Quando o mais velho Nio de Pádua fez 7 anos, o casal mudou-se para a sede municipal, São Gonçalo, com o objetivo de darem estudo aos filhos. Era meados da década de 1950. Católica fervorosa, frequentava a Igreja uma vez por semana e sempre auxiliava nos afazeres dos paroquianos.

      O jovem casal Lucas e Lina em foto da década de 1950.

No início da década de 1960 Brasília já era realidade e atraia o Brasil inteiro. O casal Lucas e Lina e seus sete filhos mineiros vieram na direção da capital nacional mas, resolveram, pela atividade do pai, fixarem residência em Formosa-GO, região de fazendas, criação de gado e boas escolas para os filhos e próxima a Brasília. Em Formosa nasceu o último filho do casal: Gerson Carlos. O casal viveu momentos de grande dificuldade em Formosa. Os negócios de Lucas não prosperaram e os filhos ainda menores, buscaram empregos, sendo que alguns foram rumo a Brasília.

A partir de meados da década de 1970 a família já vivia, toda ela, dentro do Distrito Federal. Filhos casados netos nascendo mas, reunindo-se sempre onde dona Lina e Lucas estivessem. Planaltina-DF,  Cruzeiro Velho, Guará de onde Lucas com apenas 63 anos, foi para o Campo da Esperança, (cemitério central de Brasília), e, finalmente, Arniqueiras levada pelo filho Helder e escoltada por Majella e Gerson, onde reside até hoje, 31 de outubro de 2026.

A festa do centenário de dona Lina, foi iniciada no dia 31, data de seu aniversário com uma missa na Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, na Arniqueira e só encerrada com o grande encontro festivo ocorrido no dia 01 de novembro., coroando a existência de uma cidadã de origem simples, do interior de Minas Gerais, dedicada à família, aos amigos, à religião e às coisas simples de sua casa, mas que soube, especialmente, absorver a vida moderna, apoiando a seus filhos e netos na luta da vida atual. – Tem uma receita para a longevidade, dona Lina? “Não meu filho. Deus sabe todas as coisas e eu estou sempre rezando para meus filhos, meus irmãos, minhas amigas e para o mundo…” Parece que o Senhor da Vida gostou de suas orações, concluí.

              FOTOS DO EVENTO OCORRIDO NO DIA 01/11/2026

Dona Lina sentada ao centro, tendo as irmãs Mundica e Marlene sentadas dos lados.  Em pé sobrinhos, sobrinhas e a nora Cleide Macedo, última à direita da foto no decorrer do evento.

Dona Lina, a nora Cleide Macedo, este jornalista Nio de Pádua (filho mais velho) e a neta Anne Tomkelski.Dona Lina comemorou com alegria seu centenário, recebendo a cada convidado, alguns distantes há anos mas, lembrados e reconhecidos com um abraço e um sorriso de satisfação.

 

 

 

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