pONTO DE vISTA

A SURPRESA VEIO E PLANALTINA RENOVA-SE

O Professor e diretor do CIEM – Centro Integrado de Ensino Modelo – Zenilton Costa foi a grande surpresa positiva no pleito de 2020 no município de Planaltina.

Desde o início da campanha eleitoral, quando chamado a opinar sobre a intenção de voto do eleitor planaltinense, que eu me recusava a fazer afirmações conclusivas, certo de que nossos eleitores estavam guardando a definição para a boca da urna.

Quando perguntado sobre quem teria melhores condições de buscar recursos junto aos governos estadual e federal para movimentar a municipalidade, reconhecidamente paralisada pela dívida previdenciária e pela ineficiência dos gestores, sempre me recusei a afirmar que o PROS – Partido Republicano da Ordem Social – que está no poder desde 2016, fosse a solução para tais mazelas. “Credibilidade na política e crédito em instituição bancária são ingredientes parecidos para quem os pede: é preciso ter passado.” Sempre vi assim.

Mesmo porque o PROS, que elegeu Dr. Davi em 2016, não fizera nenhum gesto de auxílio ao médico que, neófito na política, ficou sozinho na prefeitura até ser cassado pela Justiça Eleitoral por ação movida em consequência de erros cometidos pelo próprio partido (PROS), quando do fechamento da campanha. Aliás, demonstrara total insensibilidade para com o companheiro, retirando do processo, o nome da vice, Pastora Cida, que conseguiu, ainda concorrer a deputada federal (2018) em detrimento de nomes com real possibilidades, dentro ou fora da sigla, enquanto Dr.Davi era cassado e continuaria sozinho. O partido, a partir de janeiro deste ano, escolhera uma estratégia de cooptação das lideranças políticas locais que, desmoralizaria ao meu ver, a grande maioria delas. Isto porque não havia explicação convincente para a adesão, senão o oportunismo, a ganância por dinheiro e poder. Afinal, o PROS acenava com isso, exibindo 50 milhões de reais para a campanha municipal de 2020. Esqueceram-se de calcular os mais de 5 mil municípios brasileiros que, estariam também recebendo seus 10.000 mil reais cada um para moverem suas campanhas. Além disso, frente aos problemas judiciais do Partido, a sociedade planaltinense estava ficando sem defensores, posto que os vereadores eleitos adversários do PROS, tinham sido cooptados pela ilusória possibilidade de campanha rica em meio à pobreza de espírito, ou seja, a população sentiu-se abandonada por seus representantes. E mais, o PROS assumira e, em março, já causava irritação no funcionalismo fazendo discurso que desmoralizava ao servidor, colocando-o como pária dos problemas financeiros que a prefeitura planaltinense sofre há anos. Não tinha o PROS nenhuma condição de unir o município em torno de uma ideia que pudesse tira-lo das dificuldades, posto que o maior problema de Planaltina, ao meu ver hoje, é a falta de união no meio político-administrativo.

O nome do Professor Zenilton Costa vinha criando força, já que o Delegado Cristiomário tinha consolidado sua posição com mais de quatro anos ininterruptos de campanha, inclusive com uma campanha para deputado estadual. Reis, o ex-prefeito chegou junto a Cristiomário e arejou o ambiente tendo Zezinho como vice.

Havia um vazio deixado pelo governo municipal (PROS), que precisava ser ocupado, já que o Delegado não conseguia avançar no eleitorado mais consciente da necessidade de uma mudança mais segura. O Delegado ainda não é o morador consolidado do município. O Professor Zenilton e o vice Jonatas Fernandes começaram a cooptar este eleitorado vindo a partir da insatisfação do funcionalismo, para alcançar a juventude e a dona de casa. Os dois políticos com perfil de pais de família conscientes, acompanhados de duas mulheres modernas e guerreiras, caiu na simpatia do eleitorado tanto do Delegado, quanto do PROS. A tendência ficou visível quando nos debates via facebook os internautas na sua maioria, elogiava e expressava o voto no 22, Professor Zenilton.

A surpresa veio quando abriram as urnas e, de saída, Zenilton alcançou quase mil votos sobre o segundo colocado Carlinho do PROS. O sistema de apuração deu problemas na transmissão (foi a grita nacional) e quando o sistema foi restabelecido o terceiro colocado Delegado Cristiomário era o primeiro, o Professor fora para segundo lugar e o PROS ficara com a terceira colocação. Fato consumado.

Um fator de relevância deve ser lembrado com atenção: o ex-prefeito Reis foi de vital importância para a vitória do Delegado, assim como seria decisivo se tivesse optado para compor com o Professor Zenilton.

É aguardar o ano vindouro, acreditando que Cristiomário Medeiros fará representar bem a municipalidade, que carece de uma gestão conciliadora e firme.

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