GREVE NOS TRANSPORTES

 

 

O movimento paredista dos caminhoneiros brasileiros reivindicando a baixa no preço do óleo diesel, vai para o terceiro dia consecutivo e já provoca desabastecimento de mercadorias em várias partes do país. Além disso, outras categorias que também dependem dos combustíveis para suas subsistência estão sendo arrastadas para o movimento de greve, engrossando a paralisação de meios de transportes e deixando antever que o colapso será geral nos próximos dias.

Ontem à noite, em Planaltina, cidade periférica à Capital Brasília, os proprietários de vans que fazem o transporte escolar do município fizeram, ao cair da noite, um buzinaço no centro da cidade, e acenando para a possibilidade de estarem todos parados a partir de hoje. No Distrito Federal, onde o governo prevendo problemas para o transporte escolar suspendeu o dia letivo, amanheceu com mais de duzentos destes veículos perfilados na rodovia BR020, saída Norte da Capital, demonstrando que são solidários ao movimento caminhoneiro e que também precisam de ser ouvidos quanto ao propósito do governo, ora forçado a buscar saída para o impasse. A paralisação na BR020 é pequena frente ao movimento das demais saídas do Distrito Federal..

Os postos de combustíveis da saída Norte, na região onde as vans fizeram o protesto, estão todos com seus tanques vazios, enquanto em São Paulo, maior força do movimento, escreveram esta manhã no asfalto da marginal Tietê: “Não negociamos com corupto”,  deixando registrado que, a propalada negociação para que se suspenda o movimento por 15 dias, enquanto se negocia legislação adequada no Congresso, pode não atender aos grevistas que,  estão em todo o país e agora, como é o caso das vans, agregam outras forças do transporte que fortalecem o movimento.

À noite, em Planaltina, vans escolares já aderiam ao movimento paredista dos caminhoneiros.

Buzinas e faróis acesos marcaram a parassagem do movimento das vans.

 

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