128 ANOS DE PLANALTINA MOVIMENTOU A CIDADE

O prefeito Reis e a primeira dama Adriana juntamente com autoridades municipais, em palanque, assistiram ao Desfile Cívico.
Professores, militares, intelectuais, quadrilhas juninas, gente do povo. Todos nas festa comemorativa dos 128 anos de Planaltina.

Os quatro meses de administração de Eles Reis de Freitas em Planaltina, que tomou posse a 13 de novembro de 2018, foram lembrados pelo prefeito em ato público da 16ª Conferência Nacional da Saúde, Etapa local, assim como ocorreu na inaguração do Centro de Artes e Esportes Unificados – CEU – do Jardim Paquetá, quando se aproximavam as festividades comemorativas dos 128 anos de emancipação política do município, que ocorreriam nos dias 18 e 19 (segunda e terça-feira). Assim, os 120 dias de governo, coincidiram com o aniversário da municipalidade.

Escolas municipais, polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, instituições civis culturais e religiosas com a iniciativa e o apoio da prefeitura municipal,  realizaram no dia 18, desfile cívico comemorativo, levando à Avenida Principal cerca de 2 mil pessoas, onde expressaram em faixas, cartazes e apresentações artísticas o sentimento de pertencimento a Planaltina.

No dia 19, data magna da municipalidade, tendas e palcos na nova praça do centro, fecharam as comemorações com exibição de mini museu histórico e muita música popular.

BREVE HISTÓRICO

O município de Planaltina de hoje é originário das terras remanescentes da região de Mestre d’Armas, onde ficava a antiga sede da municipalidade, hoje Planaltina-DF, ocupada pela união a partir de 1960 com o advento de Brasília, a nova Capital da República. Dos mais de 7 mil quilômetros quadrados de município, ficaram mais de 4 mil fora do quadrilátero da Capital. A emancipação política data de 19 de março de 1891, que consta na bandeira e no brasão municipais.

A partir da administração municipal de Oswaldo Vaz, eleito em 1956, empossado em 1957, (ainda na velha sede, hoje DF), o município de Planaltina viveu sérias dificuldades para reorganizar-se com nova a sede municipal onde hoje se encontra. Oswaldo, cumprindo determinação da Câmara Municipal da época, criou a partir de 1958/1959 um loteamento na Fazenda Brasília  para assentar a nova sede municipal e junto dele uns poucos prédios de madeira para abrigar os documentos e até mesmo as autoridades do município, quando perdessem a posse da velha cidade sede. No entanto, a corrente política que apoiava a iniciativa de Vaz perdeu as eleições de novembro de 1960 e o novo prefeito, Francisco Muniz Pignata, o Francisquinho, empossado em 1961, resolveu não adotar  o local, levando a sede para o distrito planaltinense de São Gabriel.

Só em 1967, com a eleição de Eloy Pinto de Araújo, a sede idealizada por Oswaldo Vaz e Joaquim Mineiro, o doador de 300 alqueires goianos para a construção do loteamento, pode ser reativada e merecer investimentos na direção de reorganizar-se.

Nestas alturas já tinha perdido até o nome (11 meses) para São Gabriel de Goiás e recebido um apelido diminutivo e pejorativo de “Brasilinha do Oswaldo Vaz”, que tornou-se “Brasilinha” para nós, que chegamos no final da década de 1970 no primeiro boom populacional, já na administração de Benedito Monteiro Guimarães, o Lico Monteiro, teoricamente, um dos que eram contra a existência da nova Planaltina.

Em 1987 Planaltina cedeu emancipação política para Água Fria, distrito que passou a chamar-se Água Fria de Goiás com área de mais de 2 mil quilômetros quadrados.

Dirceu Ferreira de Araújo, o Dr. Dirceu, eleito em 1996, justamente 30 anos após a passagem de seu pai (Eloy) pela prefeitura, foi quem buscou, definitivamente resgatar o nome de Planaltina, adotando os desfiles cívicos, não atendendo as referências de “Brasilinha”, valorizando aos que vieram a partir de 1960, assim como levando as celebrações para os distritos de São Gabriel e Córrego Rico e mostrando que o patrimônio histórico era inegociável, assim como existiam pendências econômicas entre a União, o Estado de Goiás e o município de Planaltina a serem resolvidas.

O prefeito Reis, natural de Goiás e criado nas ruas ora poeirentas, ora lamacentas  daquela Planaltina da década de 1980, eleito para um mandato tampão de dois anos e poucos dias, em mais um dos momentos histórico da cidade,  compreende as dificuldades do município e vivenciando sua disposição de progresso, agora continua no objetivo de consolidar, definitivamente, o sentimento popular e a nomenclatura de Planaltina.

“As dificuldades criadas por nós mesmos com as divisões patrocinadas pela política partidária, serão superadas com nosso trabalho para o município, com nossa união em torno de objetivos comuns, tendo à frente gente da terra que participa no dia a dia da construção de Planaltina”, disse o prefeito que completou 120 dias de trabalho frente à prefeitura planaltinense.

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