pONTO DE vISTA

PANDEMIA, GUERRA E DESGOVERNOS

Estamos vivendo um momento de crucial importância frente ao enfrentamento da pandemia do COVID 19. Analisando sem paixão o quadro encontrado, conclui-se que pouco aprendemos do vírus, de sua disseminação, de seu contágio e, especialmente não nos desvencilhamos de nossa reconhecida mania de resolvermos as questões sem a devida discussão, na base do achismo, no peito para dizer que “fui eu”.

O SUS, tripartite em sua gestão, sofre com os desencontros dos três entes federados. O município não se entende com o governador e estes, por sua vez, não se entendem com o presidente da República dificultando as ações que viriam de encontro a minorar os problemas ocasionados pela pandemia e vividos pelo povo.

A liberdade administrativa necessária, gerada pelos instrumento legais usados no combate à pandemia (motivo maior desta liberdade), se, por um lado permite que os gestores conduzam mais rapidamente suas ações para alcançarem o objetivo proposto, por outro permite que os mais afoitos tomem medidas contestáveis e até descabidas, que de nada prestam para alcançar aquele propósito.

Aqui em Planaltina, por exemplo, tivemos tempo para cometer todos desatinos imagináveis no decorrer dos anos de 2017, 2018 e 2019 quando passaram pela cadeira de prefeito nada menos do que seis nomes, deixando o sistema administrativo quanto a ação de governo, totalmente inoperante. Agora, com o retorno do PROS ao governo, depois de cassado em 2018 e ter ocasionado a todo processo de desgaste municipal, tenta recuperar o tempo e, sabem os mais experientes, “o tempo não para” e muito menos volta, o que significa que não adianta correria depois que o dia se foi. Para recuperar obras é trabalhar noite e dia e para recuperar credibilidade política é errar menos. E para não errar é preciso fazer as coisas com a devida discussão, com a participação dos interessados, sem preocupação com ano eleitoral, esperando a maturação e até mudando estratégia, senão, não é política. É preciso quem tem paciência e tino democrático para a condução do trabalho.

Por fim, não podemos ficar perdendo tempo com correria desordenada. Precisamos aproveitar este tempo de dificuldades para nos unir e não para nos dispersar, doutra forma a guerra estará perdida por completo, ou seja, o sacrifício daqueles que morreram de nada servirá, não teremos ganhos para o povo e nem avanços necessários para sonharmos com uma sociedade mais humana e justa.

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