CONCURSO DO HINO A PLANALTINA GOROU?

O município de Planaltina data de 1.891, criado dois anos após a Proclamação da República tem história singular, talvez única no mundo, tendo perdido sua sede original (Planaltina-DF) e tendo que construir outra, depois de 1.960, situada na parte restante do município, a Planaltina do Estado de Goiás, que manteve o nome original.

Toda história do município, vinda da antiga sede, assim como o nome (Planaltina), a Comarca, os Cartórios, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, a bandeira azul e branca, o escudo, tudo foi encorporado à nova sede que tem um passado de lutas nos últimos sessenta anos. “O Hino a Planaltina” senão o mais importante, mas um dos três suportes da identidade municipal ainda não existe e, pelo que está acontecendo com o propósito de se fazer um concurso para criação do Hino, o resultado positivo não vai ser possível.

Foi criado e publicado o Edital do Concurso Público para o Hino do Município por iniciativa do vereador Salvador Pereira de Paula, atual presidente da Câmara, criadas as Comissões de Organização e de Julgamento dos hinos inscritos, assim como definiu-se a premiação de 5 mil reais para o primeiro colocado e outros critérios sobre as inscrições que foram feitas em número de oito músicas até a data prevista. Inscrições encerradas no início de dezembro, o Edital dava o passo a passo do concurso, que previa premiação para o vencedor nas festas natalinas do ano.

A Comissão Organizadora composta pelo vereador Telefonar Nascimento, o Tel; Nil Calaça, secretário executivo da Casa e Gilson Vieira Monteiro, historiador radicado na cidade; definiram a Comissão Julgadora, tendo como membros: Professora Solange Ramalho, a Sol, presidente fundadora da ALBPLGO; ex prefeito Adhemar Alves Borges; Professora Eva Márcia Silva Fontes, ficou como presidente desta Comissão e o músico Jonathan, empresário da cidade.

Quando a Comissão Julgadora se reúne em meados de dezembro para o primeiro julgamento, inicia-se, segundo observador, um desentendimento e o propósitos, ali aprovado, de adiar, postergar o julgamento definitivo dos cinco hinos pré classificados naquela reunião.

Ali já tinham descumprido as determinações do Edital mas, foram para uma segunda reunião dias depois, onde julgariam e classificariam as cinco peças artística que sobraram distribuindo-as em 5o., 4o., 3o., 2o., e 1o. Lugar, Campeão Premiado. Nesta reunião os membros da Comissão Julgadora bateram cabeça, tendo especialmente a Professora Sol Ramalho, a Presidente da Academia de Letras de Planaltina, assumido o papel de crítica contumaz de todos os hinos inscritos, o que levou a Presidente da Comissão Julgadora, Eva Márcia a suspender os trabalhos, depois de várias tentativas de continuar, encerrando o julgamento sem a conclusão prevista: gorou?

O vereador Tel, presidente da Comissão Organizadora, que também é presidente da Comissão Parlamentar de Esporte e Cultura da Câmara de Vereadores já contatou, extra oficialmente, mesmo porque a Câmara está de recesso, um dos parceiros de composição de canções inscritas, dizendo que ” Os hinos inscritos foram todos desclassificados devido não oferecer, nenhum deles, condições de representar o município”, finalizou.

Os compositores planaltinenses, segundo os julgadores, não foram capazes de falar sobre as belezas de Planaltina.

2 COMENTÁRIOS

  1. Na verdade me lembro de ja ter havido uma iniciativa para esta escolha,isso faz alguns anos ,porem a politica e as desavenças falam mais alto,e outra devia ter dado a oportunidade aos alunos,com o auxilio de um professor de historia e lingua portuguesa,fazendo um projeto junto as escolas para esta escolha,nos temos otimos alunos pricipalmente alunos do Estado ,q ja tem uma maturidade maior,

    • O modelo de concurso público é o correto e é o que fizeram. Faltou foi conclusão por motivos não explicados.

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