Turismo para além do Plano Piloto

Planaltina-DF: acervo hitório de quase dois séculos - Imagem: Agência Brasília

Regiões fora do centro do Distrito Federal reservam riquezas que merecem ser conhecidas e apreciadas por brasilienses e visitantes

ADRIANA IZEL, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: CHICO NETO

Mesmo que muitos ainda atribuam os pontos turísticos brasilienses apenas à área central, as riquezas históricas e culturais da capital federal se expandem para as regiões administrativas, onde a história candanga também pulsa.

As regiões administrativas do DF são ricas em belezas naturais e repletas de atrativos turísticos. É o caso da cidade mais antiga do Distrito Federal, Planaltina. Com 162 anos, o local abriga diversos pontos turísticos, como o Centro Histórico, o Museu de Planaltina, a Pedra Fundamental, o Morro da Capelinha e o Vale do Amanhecer.

“Planaltina tem um potencial muito grande para o turismo”, explica o chefe de gabinete da administração da cidade, Paulo Henrique Couto Cabral. “Fora da pandemia, recebemos, por ano, 150 mil pessoas para acompanhar a via-sacra no Morro da Capelinha. O Vale do Amanhecer é o segundo ponto religioso mais visitado no DF, atrás apenas da Catedral. Na última vez que contabilizamos, fechamos um milhão de turistas por ano.”

 

Acostumada a receber turistas ao longo do ano, a região prepara melhorias para os pontos turísticos em 2022. Há um projeto para construção de um centro cultural e de lazer para atender os visitantes da Pedra Fundamental. Outras duas praças serão reformadas – uma nas proximidades do Museu de Planaltina e outra próxima à centenária Igreja de São Sebastião.

“Estamos nos preparando para conseguir executar todos os eventos turísticos, que fomentam a comunidade financeiramente, culturalmente e até psicologicamente”, completa Cabral, referindo-se à possibilidade de retorno da Festa do Divino e da Via-Sacra, caso a situação da pandemia permita.

Projeto do Museu da Pedra Fundamental – Imagens: Secretaria de Turismo

Fora dos Eixos

Desde 2020, a Secretaria de Turismo (Setur) celebra as belezas guardadas em torno do Plano Piloto com a Rota Fora dos Eixos, que abriga mais de 20 atrações, entre parques ecológicos, feiras populares, monumentos e praças, em uma viagem pelas regiões administrativas (RAs). O itinerário está disponível em versão virtual pela plataforma Google Earth.

“Durante toda a nossa gestão, trabalhamos em busca de potencializar e qualificar essas regiões com tudo que o turismo traz para alavancar o desenvolvimento econômico e cultural, e que resulte em qualidade de vida para a população, sempre seguindo as orientações do nosso governador Ibaneis Rocha, com muita seriedade e dedicação”, afirma a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça.

Para incentivar ainda mais o turismo nas regiões, a Setur lançou os centros de atendimento ao turismo (CAT), presentes hoje em 11 RAs do Distrito Federal.

De olho no potencial turístico das RAs do Distrito Federal, a Agência Brasília selecionou pontos da Rota Fora dos Eixos para você visitar no período de férias. Confira abaixo.

Planaltina

Museu de Planaltina | Foto: Arquivo/Agência Brasília

Centro Histórico (Setor Tradicional Quadra 57, Praça Salviano Guimarães)
A área central conserva os centenários casarões em adobe, palha e madeira. Também abriga o Museu Histórico e Artístico de Planaltina e a Igreja São Sebastião, ambos patrimônios culturais do Distrito Federal. O museu funciona para visitação de quarta-feira a domingo, das 8h às 12h e das 14h às 18h, com entrada franca.

Ceilândia

Casa do Cantador | Foto: Arquivo/Agência Brasília

Casa do Cantador (QNN 32, Área Especial – Ceilândia Sul)
Com projeto de Oscar Niemeyer, preserva o legado cultural do Nordeste. É palco de apresentações de cantores de repente e embolada, de exposição de culinária nordestina – a cozinha recebeu o nome de Maria Bonita – e de oficinas de música e trabalhos de inclusão digital. Os cordéis estão na Cordelteca João Melchiades Ferreira. Funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h. Nos dias de eventos noturnos, abre conforme a programação cultural.

Brazlândia

Santuário Arquidiocesano Menino Jesus | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Santuário Arquidiocesano Menino Jesus (Quadra EQ 2/4)
É o maior templo católico do Centro-Oeste e o segundo maior do Brasil. Com capacidade para até 15 mil pessoas, a estrutura é composta por seis pavimentos, três torres e uma cúpula com 33 metros de altura. Conta com vitrais e uma detalhada escultura da Sagrada Família no altar.

Lago Sul

Ermida Dom Bosco | Foto: Arquivo/Agência Brasília

 Ermida Dom Bosco e Capela Dom Bosco (SEDB)
É a primeira construção de alvenaria da cidade. A pequena capela, projetada por Oscar Niemeyer, homenageia o copadroeiro de Brasília, São João Dom Bosco. Numa área de 171,98 hectares, mantém reservas nativas de cerrado à beira da orla do Lago Paranoá, no chamado Monumento Natural Dom Bosco.

Gama

Capela São Francisco de Assis | Foto: Divulgação/Setur

Capela São Francisco de Assis (Núcleo Rural Casa Grande)
Edificada no topo de um morro próximo ao Núcleo Rural Casa Grande, a capela, inaugurada em 2004, permite uma visão panorâmica do Planalto Central. Com arquitetura simples, é uma das mais procuradas para realizações de casamentos e batizados.

Núcleo Bandeirante

Museu Vivo da Memória Candanga | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Museu Vivo da Memória Candanga (Via Epia Sul, SPMS, Lote D)
Instalado na antiga sede do Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira, o museu abriga uma exposição permanente que narra a história de Brasília, dos primórdios até a inauguração. O acervo reúne edificações históricas, além de objetos e fotos de época. Também estão expostas peças de artesanato e arte popular da Casa do Mestre Popular, que guarda o acervo do artista maranhense radicado em Brasília Mestre Pedro (1920-2005), e da exposição Renovação e Tradição – Novos Caminhos. Funciona de segunda a sábado, das 9h às 17h.

Samambaia

Paróquia Santa Luzia | Foto: Arquivo/Agência Brasília

Paróquia Santa Luzia (QS 304, Samambaia Sul)
Templo pouco convencional reproduz o formato de um navio em seus mínimos detalhes. A igreja é uma metáfora da Arca de Noé. Do alto de sua torre, fiéis e visitantes podem ter uma visão privilegiada de Samambaia e das cidades vizinhas.

 

Deixe uma resposta