EX PRESIDENTE DA CÂMARA E EX PREFEITO DE PLANALTINA PRESO NOVAMENTE

Abaixo o Pastor homenageado e acima ele ao centro tendo Dr. Davi Lima, ex-prefeito cassado de Planaltina à sua direita e à esquerda, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, preso na Capital do Estado por Operação da Polícia Federal.

O Vereador André Luiz Magalhães (PRB), conhecido Pastor André é homem público por demais popular em Planaltina, já tendo participado de quatro eleições como candidato e vencido os pleitos com relativa facilidade. Nas últimas eleições gerais municipais, ocorridas em 2016, o Pastor André foi eleito com 697 votos, sendo o quarto mais votado no município, defendendo candidatura da base do ex-prefeito que fora cassado por improbidade administrativa. No decorrer deste mandato iniciado em 2017 foi levado à condição de presidente da câmara de vereadores planaltinense e, depois, reeleito para continuar na função em 2018. Neste período de presidência realizou reformas no prédio do legislativo. Daí surgiram acusações de superfaturamento e outros problemas que geraram denúncia do MP de Planaltina que tem à frente o Promotor de Justiça Dr. Rafael Simonetti. Investigações foram iniciadas pelo MP e pela polícia de Goiás em Operação denominada Mãos à Obra.

O prefeito, Dr. Davi Lima (PROS), eleito em 2016 nas mesmas eleições que elegeram o Pastor André, foi cassado juntamente com sua vice, Pastora Cida, por abuso de poder econômico e político, alcançando o Vereador Presidente como o primeiro na linha sucessória da municipalidade, levando-o em agosto de 2018 a assumir a cadeira do executivo planaltinense. Estavam abertas novas eleições para o município para preencher a vaga de prefeito. Pastor André Luiz, prefeito interino, resolveu candidatar-se a prefeito para manter-se no cargo, enquanto as investigações da Mãos à Obra continuavam sob sigilo.

Veio a campanha municipal e os candidatos a se habilitarem para o pleito foram: André Luiz Magalhães (PRB), Hélio (Rede), João de Abides (MDB), Reis (PTC) e Vilmar Popular (PPS). Campanha curta, com eleições coincidindo com o segundo turno das eleições nacionais (28/10), para administração de dois anos e alguns dias, apresentou o resultado seguinte: Reis eleito com 43,7% dos votos; Pastor André em segundo com 40,7%; Vilmar Popular com 13,2%; João de Abides com quase 2% e Hélio com 0,2%. A verdadeira surpresa viria depois, quando o Pastor André, Prefeito interino, foi alcançado pelo Operação Mãos à Obra e preso no início de novembro, deixando, mais um vez o cargo de prefeito vago, apesar de já ter prefeito eleito. Reis, no caso.

A cidade viveu mais um momento conturbado, quando o vice do Pastor André na presidência da Câmara, Vereador Hernandes, foi intimado a assumir a cadeira de prefeito para, depois dar posse ao eleito, Eles Reis de Freitas. Assim foi feito. Reis tomou posse a 13 de novembro, o Pastor André saiu da Delegacia depois de mais de 15 dias detido e seus correlegionários soltaram fogos, fizeram carreata com o político nas costas, influenciador digital de destaque fez pronunciamento contra a ação da política e do MP e o vereador André Luiz  e retornou à Câmara, mas por exigência do MP sem a presidência da instituição, que já preparava eleições para a nova mesa diretora para o ano legislativo de 2019.

Hoje, pouco depois das 6:00h, de Brasília, a polícia, cumprindo determinação judicial, recolheu, de novo o ex-presidente da Câmara e ex-prefeito do município para a cadeia pública, alegando novos fatos na investigação.

A prisão do político que, em sua primeira vez no início de novembro, levou com ele funcionários, advogados e até gerente de banco está deixando outros políticos apreensivos, posto que uma confissão do Pastor André tornando-o delator, pode levar mais homens públicos de Planaltina para a prisão.

 

 

 

 

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