PONTO DE VISTA – Dias Toffoli e de Moraes se complicaram?

O momento da política brasileira enseja ponderação, no entanto, abusos não se pode admitir hora nenhuma. E reação a abusos não vem pensadamente, vem na hora, às vezes desproporcional. Não? Não, quando se trata de Ministros. Não se pode admitir, é verdade, que indivíduos esclarecidos e que se projetam a nível regional e até  mesmo a nível federal, tornem-se os responsáveis por achaques à Suprema Corte do país. Temos de ter limites, senão os irresponsáveis tomam conta da nação, coisa que o voto popular conseguiu ilusoriamente contornar nas últimas eleições. Assim como a Suprema Corte não pode sair de suas obrigações para dizer quem tem direito se nada ainda foi julgado. Vê-se o desentendimento.

E ainda existem aqueles que acham que a campanha eleitoral não acabou e, na continuidade deste pensar, atacam a tudo que vêem pela frente e que lhes podem parecer, aos olhos populares, ideias republicanas e democráticas. Um disparate que deve ser combatido, sob pena de comprometer a tranquilidade necessária ao encaminhamento de soluções para as muitas mazelas existentes no país.

Daí é que surgem as autoridades que, vendo-se como alvo dos disparates, buscam soluções muitas das vezes solitárias e de auto proteção. Dias Toffoli e Alexandre de Moraes estão errados? Frente aos comentários balizados de juristas em geral, os dois Ministros do Supremo se complicaram. Isto porque não tinham e nem têm competência para autorizarem investigação, já que são instância julgadora. Mas era necessária a ação de fiscalizar? Sem dúvida, mas buscada por outro instrumento do poder, a Procuradoria Geral da República, por exemplo, que, diga-se, não tinha visto, até então, necessidade de parar com os achaques ao Supremo, aos Ministros individualmente.

No meio da peleja, heis que Moraes acha-se com o direito de obstruir informações da imprensa. Um golpe que pode ter dado a exata dimensão do poder arbitrário que, quando acontece, não tem a menor noção de limites.

O certo é que, veremos as investigações, as apreensões de vasto material comprometedor daqueles que querem a desmoralização da Suprema Corte serem colocadas à luz, sob o olhar tanto da sociedade quanto e especialmente para o julgamento por todo o Supremo. Aí, é quase certo, o Supremo irá tomar uma posição que reflete todo seu corpo, toda sua capacidade de discernimento do que ocorre com os dois Ministros (Toffoli e Moraes) e a sociedade. Toffoli e Moraes se complicaram? Fica a dúvida até que o próprio Pleno do Supremo diga se os dois estão certos ou errados, cortando na própria carne. Poderemos noticiar? Na óptica dos dois Ministros, certamente, não.

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