PONTO DE VISTA – Está na hora do debate

A possibilidade de se prorrogar o mandato dos atuais prefeitos e vereadores, buscando a coincidência de mandatos com os demais cargos eletivos do país, é um duro golpe no processo democrático que está se firmando. Estas mudanças na Lei Eleitoral não passam de manobras, que não deixam o eleitor formar seu próprio juízo, enquanto grupo já articulado irá buscar sua perpetuação no poder. Existe o argumento de que “eleições são caras” para levar os incautos à ideia de que o país poderá se endividar fazendo eleições. É enganação. O dinheiro investido nas eleições é todo gasto internamentes e assim, antes de ser uma despesa, é uma oportunidade de emprego. Além disso, hoje o exercício democrático municipal é mais equilibrado, deixando as forças políticas de cada localidade lutando pelo poder local. Se houver a coincidência, como alguns querem, o grupo político dominante irá influenciar em toda cadeia eletiva, ou seja, de vereador até o presidente da república, tornando as eleições municipais em mera troca de nomes representantes do executivo nacional. É preciso ampliar a possibilidade de votar, de escolher mais, ao invés de diminuir a participação popular. Por exemplo: é preciso estender o segundo turno para todas as eleições com mais de dois candidatos e que não tenha, nenhum deles, atingido o 50% mais 1 voto. Eleger qualquer um com pouco mais de 20% dos votos para o executivo, é levar o eleito para uma possibilidade iminente de impedimento. Isso sim, deve ser buscado mudar, mas, diminuir o número de eleições é diminuir a possibilidade de participação da população na escolha de seus dirigentes. A democracia exige o voto e a participação da sociedade.

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