pONTO DE vISTA – CASTIGO A QUEM NÃO MERECE

O trabalhador brasileiro tem sofrido nos últimos anos uma série de castigos, dentre eles e o principal deles, a falta de emprego, gerando pela falta de desenvolvimento no país, bloqueando sobremaneira a possibilidade de se enxergar no médio prazo, uma alternativa, uma saída digna para a situação.

Ademais, o estado sentindo o encolher da economia via diminuição dos impostos devido a paralisia no crescimento econômico, busca a saída mais simplista, qual seja, retirar direitos daqueles que são a capilaridade do governo, o funcionalismo público, piorando o atendimento à população e, consequentemente, retirando recursos que certamente iriam manter os empreendimentos comerciais abertos e produzindo os impostos reclamados. Um remédio contra o paciente que é o próprio povo, que em resumo, é, na democracia, quem governa. Ou seja, uma injeção de paralisia quando o paciente requer estímulo para ser revigorado e começar a produzir.

Aqui em Planaltina, cidade que teve o privilégio negativo de contar com oito nomes na administração no período dos últimos 36 meses, que tem agora na cadeira do executivo a prefeita Cida (PROS), sem nada de diferente mas com maior agressividade, em pleno período da pandemia do Covid 19, simplesmente efetuou corte de 10% (dez por cento) nos salários,  além de suspender as gratificações de funções e outros direitos de todos os servidores municipais.

O Sindicato dos Servidores do município, assim como alguns vereadores já se posicionaram contrários ao ato do executivo mas, o que se viu foi o corte perpetrado sem aviso prévio, sem nenhuma consideração para com os trabalhadores da municipalidade de maneira injustificável, podendo ser repetida a dose, pelo visto, a bel prazer da nova prefeita do município.

Daí nosso título: “Castigo a quem não merece”, posto que o funcionalismo planaltinense amarga ausência de ajuste salarial há mais de dois anos e ainda terá, por força de decisão nacional, adaptar-se ao desconto de mais 3% (três) por cento de seu salário, elevando a contribuição de 11% para 14%, adequando-se ao novo regime da Previdência Social.

“Estamos conversando, disse Jurandir Rosa, presidente do Sindicato dos Servidores do município, buscando fazer  com que o executivo pare com os atos de agressão ao funcionalismo. Se precisar vamos parar as atividades”, disse o sindicalista.

Aí o município de Planaltina vai parar de vez devido a seus dirigentes castigar a quem não merece.

Movimento paredista dos servidores planaltinenses na época do prefeito Reis que também não deu aumentos legais para os trabalhadores, mas pelo menos não cortou salários.

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