DESCONHECEM, CERTAMENTE.

Passados quinze dias da derrota bolsonarista nas urnas eletrônicas e, sem nenhuma liderança aparente, dizem blogueiros Brasil afora, articulam-se grandes concentrações populares no Dia da Proclamação da República (15/11) com o intuito de protestarem contra os resultados das Eleições/2022.

Os populares que se aglomeram nas portas dos quartéis das FAs. – Forças Armadas Brasileiras (Exército, Marinha Aeronáutica) vestem verde amarelo, tem como característica comum o sotaque interiorano sulista, mais observado na classe média brasileira, se auto definem como “conservadores de direita” e, clamam por uma tomada de poder pelas Forças Armadas, sendo comum o argumento de que nenhum político os representa. A idade destes manifestantes que, inicialmente, bloquearam estradas e avenidas pelo país, varia entre 25 e 45 anos, tendo inclusive crianças e alguns idosos levados por seus filhos que, já sendo pais, lutam por, segundo eles “dias melhores para nossos filhos”.

A História nos conta que tivemos uma tomada do poder pelas FAs. em março de 1964, tendo o General Humberto de Alencar Castello Branco chegado à presidência da República, sendo sucedido a posteriore pelos Gels. Arthur da Costa e Silva, Garrastazu Medici, Ernesto Geisel e João Batista de Oliveira Figueiredo quem promoveu a abertura política. Nenhum dos generais foi eleito pelo voto e o final do regime de força teve abertura gradativa, dando anistia geral e irrestrita a aqueles tidos como criminosos no decorrer do período de 1964 a novembro de 1990 (eleição do presidente Collor)  chamado de Revolução Militar por aqueles que mantiveram o regime.

Aquele período de, praticamente, 34 anos de ditadura foi marcado por perseguições, matança, favorecimentos indevidos, perseguições políticas, sigilos  e desinformação em geral.

Caminhões parados de frente aos QGs. dão a exata noção de que não são pobres os acampados por mais de 15 dias. (Foto Internet)

Hoje pode-se afirmar que o movimento das FAs Brasileiras, deveu-se a uma investida da Rússia na direção da América do Sul,  e o Brasil serviu como escudo,  arma dos Estados Unidos – EUA – para impedir que seus adversários na “guerra fria” a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS – perturbasse  o ambiente ideológica (ditadura socialista) e comercialmente nesta região.

Observando a faixa etária dos paredistas que contestam o resultado das eleições de 2022 mas, não querem políticos na liderança, quase ninguém teve conhecimento vivido naquele período, desconhecem, certamente e não sabem que, os primeiros a serem proibidos de manifestarem serão eles próprios.

Fica a dica.

 

 

 

 

 

 

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