NOVO SINDICATO EM PLANALTINA

O Sindicato dos Servidores Públicos de Planaltina, o SINDIPLAG, é instituição fundada na década de 1980, reunindo a todas as categorias de trabalhadores da municipalidade: professores (a maioria), guardas municipais, ASOs, enfermeiros, médicos, etc., formando um verdadeiro agrupamento de todos os funcionários a serviço do município de Planaltina. A diretoria do sindicato é formada por um presidente e dirigentes vindos de suas diversas áreas de atuação, objetivando dar representatividade a todo o complexo do funcionalismo. Os Estatutos do Sindiplag definem eleições de três em três anos, permitindo reeleição e vem sendo objeto de reformas ao  longo dos anos, tendo, inclusive, incluído recentemente, cláusula obrigando o segundo turno, no caso de mais de dois concorrentes e nenhum alcançar mais de 50% dos votos.

O servidor braçal da Secretaria de Obras, Caetano da Silva foi o presidente da Comissão Provisória de fundação, quando no final da década de 1980, o então prefeito, recentemente falecido, Lenir de Sousa e Silva provocou a movimentação do funcionalismo em busca de mais respeito e remuneração justa.

João Batista de Araújo, o João Vermelho, também da Secretaria de Obras, foi eleito primeiro presidente, tendo Caetano como vice, quando da fundação definitiva da instituição. Ali começava uma luta sindical crescente, buscando incluir, filiar a cada servidor da municipalidade.

Momentos de luta unindo a todas as categorias existiram, assim como momentos de tensão, de divisão apareceram. “Momentos de embates eleitorais e de reaproximação, sempre irão existir”, diz o atual presidente João Edson Pereira de Carvalho, o Joãozão .

Os professores, a partir da década de 1990, tornaram-se maioria absoluta entre os filiados e buscaram ocupar a liderança da instituição, fazendo-a com competência e espírito sindical, propiciando embates memoráveis, ganhando as lutas tanto a nível de eleições internas quanto a nível de buscar melhorias para as demais categorias do funcionalismo.

Jurandir Rodrigues Rosa, Humberto Neres Sampaio, João Edson Pereira de Carvalho, o Joãozão, retorno de Jurandir e, novamente Joãozão completaram um ciclo de quinze anos de trabalho e conquistas do servidor planaltinense. Planos de Carreiras para cada uma das categorias e “busca de valorização dos servidores tem sido uma constante, deste sindicato”, diz João Edson.

“A construção da sede e a aquisição de área nobre para a construção do Clube do Servidor foi luta árdua de todos os servidores” diz Humberto Neris, professor, ex-presidente e hoje engenheiro, um dos que ajudaram no planejamento do Clube.

Agora, neste início de 2022, os  professores  resolveram, depois de uma ferrenha luta nas eleições de 2020, aonde a atual Secretária de Educação Municipal, professora Eliete Oliveira foi derrotada e quando o atual presidente Joãozão foi reeleito, se retirarem do Sindiplag e formarem um novo sindicato, alegando falta de ação, desinteresse pela luta, “peleguismo” da atual diretoria.

As conversas que nossa reportagem teve com servidores do município, expressam o sentimento de divisão.

O professor Jurandir Rodrigues Rosa, presidente da instituição por duas vezes, acha que os professores têm razão. “Não estamos satisfeitos e uma retomada do Sindicato é muito difícil. Não está existindo defesa de nossos direitos. Acho que os professores têm razão”  disse o professor a nossa reportagem. O ex-sindicalista, ex-vereador Alessandro Alves Leite,  hoje secretário de administração municipal já vê com reservas o movimento que os professores estão a fazer. “Sei das dificuldades de todos, mas não vejo nenhuma vantagem para os professores. E vão, nesta decisão, deixar a atual diretoria do Sindiplag  a vontade, sem adversários” destaca Sandro. O certo é que o movimento dos professores insatisfeitos ganhou as redes sociais e, no próximo dia 12 de fevereiro reunir-se-ão no Colégio Estadual CIEM, onde decidirão a situação da categoria, dividindo-se ao meio.  

No pátio do SINDIPLAG o mini trio elétrico “Boca Loca” que, durante os dois últimos anos tem sido pouco usado para convocar e fazer movimento paredista.

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